Beleza com Ciência
Ciência aplicada à beleza
Guias com base científica

Suplementação & Longevidade

Beleza começa por dentro. Aqui você encontra o que a ciência realmente diz sobre colágeno, coenzima Q10, resveratrol, vitaminas e suplementos para a menopausa — para cuidar da pele, da energia e da longevidade ativa depois dos 50, sem promessas milagrosas.

O melhor colágeno para a pele madura é o tipo 1, de preferência em peptídeos, enquanto o tipo 2 se destina às articulações e não age na firmeza cutânea. No rótulo contam o tipo de colágeno, a forma hidrolisada ou em peptídeos específicos, a presença de vitamina C e a regularização do produto. O efeito do colágeno oral é modesto, gradual e dependente de uso contínuo, um complemento à fotoproteção, aos ativos tópicos e aos bons hábitos.
O colágeno tipo 2 predomina na cartilagem e serve à saúde das articulações, não à firmeza da pele, que depende dos tipos 1 e 3. Na forma não desnaturada, age por via imunológica no intestino, modulando a resposta inflamatória contra a cartilagem, e por isso é estudado em doses bem menores que as do colágeno hidrolisado. O efeito é de apoio ao conforto articular, e dor persistente, condições autoimunes e uso de medicações contínuas pedem avaliação profissional.
O colágeno Verisol pode contribuir de forma modesta e gradual para a firmeza e a elasticidade da pele, desde que o uso seja contínuo. Trata-se de peptídeos de colágeno com perfil direcionado à pele, com estudos clínicos que observaram melhora da elasticidade e rugas menos profundas após algumas semanas, embora parte dessas pesquisas tenha ligação com a indústria. A hipótese é que os fragmentos absorvidos sinalizem aos fibroblastos para produzir colágeno, sem reverter flacidez nem substituir a fotoproteção.